Museum of Migration and Communities

Pelo Mar

VIAGEM NO ATLÂNTICO SUL

Os principais portos utilizados pela emigração portuguesa foram as cidades de Lisboa, no rio Tejo e Porto, no rio Douro. No final do século XIX, foi construído o porto de Leixões, na atual cidade de Matosinhos, distrito do Porto.

Até a década de 1950, a viagem era feita de veleiro, demorando cerca de 50 dias para chegar ao Rio de Janeiro.

 

A partir de 1851, usando vapor, essa jornada levou apenas cerca de 24 dias.

Se o vapor não fizesse escalas, a viagem poderia ter sido feita em 15 dias, de Lisboa ao Rio de Janeiro.

A emigração, na primeira metade do século XIX, limitava-se aos que podiam pagar a viagem, cujo valor global era de aproximadamente 33$415 réis, que era o custo da viagem realizada em 1783 por João Pereira.

As despesas de viagem seriam as que se fizessem em 1783, na cidade do Porto, com João Pereira, filho de Inácio Pereira, pelo seu compadre Domingos Lopes, no embarque para o Rio de Janeiro, no Navio Madre de Deus que partiu no dia 13 . Maio de 1783: para Contra Mestre, 24$000; uma caixa de madeira e cadeado, US$ 870; vem com tudo, 3$220; dois queijos, US$ 655; palha US$ 85 e sabonete US$ 35, todos US$ 120; serapilheira por cinzas, US$ 250; um cobertor, 1$260; com barcos que levavam a caixa para o navio e iam lá algumas vezes, $850; dinheiro dado a John para despesas, $600; três regueifas (pão de trigo, 210 dólares; dois martelos de marmelada, 280 dólares; meia centena de laranjas, 400 dólares; dois potes, 180 dólares; vinho e aguardente para rechear, 395 dólares; seis lancetas, 310 dólares; com o galego para ir buscar a caixa e levar ao barco, $ 080; com taxas alfandegárias, $ 180. As despesas totais são de 33 $ 590 réis, sendo $ 175 réis adicionados à conta de despesas, totalizando 33 $ 415 réis. (Doc. Arquivo particular – museu)

 

Para entender a dimensão relativa dessa importância, apresentamos como referência o salário diário “jorna” ou jeira de um trabalhador rural no valor de US$ 160 réis, sendo necessários cerca de 208 dias úteis para financiar a viagem ao Brasil.

Assim, se hoje o mesmo trabalho diário corresponde, no mesmo contexto, a cerca de 40 euros, o custo da viagem rondaria os 8.320 euros.

Face às despesas de deslocação, deparamo-nos com um impedimento à emigração generalizada, o que explica a emigração clandestina e a seletividade da emigração para quem tinha capital disponível ou possibilidade de recorrer ao crédito.

 

Ao mesmo tempo, o capital social que estes proprietários rurais possuíam em Portugal era suficiente para legitimar o cumprimento das obrigações implicitamente estabelecidas e estavam inscritos nos seus próprios valores de origem: seriedade, honra e palavra e davam sentido à forma como foram bem recebidos e bem recebidos no Brasil. Esses valores estavam inscritos em referências de legitimidade social e familiar, como o apadrinhamento e o patrocínio, reforçados nos laços de parentesco, mesmo que distantes, explicando assim muitos dos casamentos entre “primos”.

Segundo o relato autobiográfico de Leite Lage, a viagem do Porto ao Rio de Janeiro, em 1827, levaria cerca de 60 dias, incluindo os percalços decorrentes dos ataques dos corsários.

Quase todos eles, ao desembarcarem no Rio de Janeiro ou em outros portos brasileiros, foram recebidos por algum parente ou vizinho instalado no Brasil, que promoveu sua integração nas atividades comerciais do destino, principalmente como balconistas, a quem levaram uma “carta de recomendação”. , como nos diz a referida autobiografia .

 

Os navios a vapor tinham apenas três classes. A terceira classe destinava-se aos emigrantes que faziam sua primeira viagem. A partir de 1920, muitos vapores ou vapores, como eram chamados, passaram a ter quatro classes: as três primeiras tinham camarotes e a última era reservada para emigrantes, onde vinham lotados, em porões abafados, mal iluminados e geralmente superlotados. , onde as más condições de higiene eram evidentes.

Muitas leis foram publicadas exigindo que os navios a vapor tivessem certas condições para viajar. No entanto, essas obrigações raramente eram cumpridas pelos armadores e capitães de navios.

No final do século XIX, os principais portos de desembarque no Brasil eram os portos do Rio de Janeiro e Santos, no Estado de São Paulo. Os emigrantes que entravam no Rio de Janeiro eram alojados na Hospedaria da Ilha das Flores. Os que chegavam a Santos ficavam na cidade ou iam diretamente aos seus destinos, sendo na maioria das vezes recebidos por parentes ou parentes que os acolheram na chegada.

Com a inauguração da Estrada de Ferro, em 1867, que ligava Santos a Jundiaí, passando por São Paulo, o transporte passou a ser feito por trem, até a capital, desembarcando os emigrantes na Hospedaria dos Emigrantes, no Brás, onde aguardavam seu destino . .

A grande maioria dos emigrantes portugueses não se hospedou na pousada, pois foram recebidos por familiares na chegada ao porto de Santos.

De acordo com o relato autobiográfico de Leite Lage, a viagem do Porto ao Rio de Janeiro, em 1827, durou cerca de 60 dias, incluindo os percalços decorrentes dos ataques dos corsários.

Quase todaseles, ao desembarcarem no Rio de Janeiro ou em outros portos brasileiros, eram recebidos por um parente ou vizinho instalado no Brasil, que promovia sua integração nas atividades comerciais do destino, principalmente como balconistas, a quem levavam uma “carta de recomendação” . , como nos diz a referida autobiografia .