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As iniciativas nacionais de integração e de diversidade cultural Encontro internacional de especialistas em Roma de 23 a 25 de Outubro de 2006
Encontro internacional de especialistas em Roma de 23 a 25 de Outubro de 2006 As iniciativas nacionais de integração e de diversidade cultural A criação de museus das migrações, com diversos nomes pelo mundo fora, constitui uma das tendências fortes dos últimos 20 anos. Após o exemplo de Ellis Island nos Estados Unidos, é a vez da Alemanha, da Austrália, do Canadá, da Espanha, França, do Israel, da Itália, da Holanda, Suíça, de criar estes locais de encontro, de passagem entre terra de origem e terra de acolhimento, de transmissão entre gerações, para contribuir à criação de uma identidade múltipla, individual et colectiva. Se estas iniciativas servem também o dever de memória, o objectivo procurado pelos diferentes países parece essencialmente resumir-se a três palavras: reconhecer, integrar, sensibilizar. Reconhecer: o contributo das várias vagas de imigrações; a diversidade e a riqueza das culturas de origem e; o direito à uma dupla pertença Incluir e integrar: favorecer o sentimento de pertença; permitir às populações sentir-se parte integrante da nação; ser um elemento federativo e contribuir para a identidade nacional. Sensibilizar o país de acolhimento aos factores que levaram indivíduos (nomeadamente refugiados) a deixarem a sua terra, para desenvolver um sentimento de empatia. Mais geralmente, desconstruir os estereótipos da imigração. O contexto internacional e os acontecimentos ocorridos estes dois últimos anos (desde o processo Van Gogh nos Países Baixos em 2004 até à crise dos subúrbios na França em 2005) tornam mais urgente ainda a necessidade de (re)criar laços, dar a palavra a estes jovens imigrantes ou refugiados e aos seus pais, colocá-los no centro da reflexão e do país, para favorecer a inclusão, a integração e o direito à diferença, ouvir histórias individuais para quebrar os estereótipos, ou mesmo apoiar-se na História e na Memória para melhor compreender e tomar uma certa distância. Se o objectivo parece comum, estes museus são confrontados igualmente com desafios similares: ser naturalmente um lugar de apresentação ao público, de conservação e de restauração, mas sobretudo e antes de mais um lugar vivo. O desafio é drenar não somente os intelectuais, visitantes tradicionais dos museus, investigadores e historiadores, mas também e sobretudo o grande público. Portanto, como apoiar-se sobre estes lugares de encontro, para contribuir para a nova identidade plural à escala do indivíduo e do país? Quais são as políticas de comunicação e de promoção para atrair um largo público ou melhor ainda como conduzir estes museus para as populações? Quais as políticas de educação para reforçar a relação com os alunos e professores? Com mais amplitude, como ter um impacto real nas percepções e atitudes no que respeita ao estrangeiro ou ao que é diferente? Como é que a memória nos ajuda a forjar um melhor futuro? Como ajudar as diversas gerações a apoiarem-se na riqueza das suas origens para melhor se conhecerem, ganharem confiança e melhor se abrirem aos outros? Como conciliar integração e diversidade cultural? Uma rede internacional poderá trazer elementos de resposta a estas perguntas? Favorecer os intercâmbios de experiências à escala internacional Perante estas perguntas, a UNESCO e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), organizações intergovernamentais dotadas de forte conhecimento e experiência sobre as perguntas de memória, de migração (e de museu no que diz respeito à UNESCO), organizam um encontro de especialistas, reunindo os representantes dos museus das migrações que existem no mundo, na sede da Comissão italiana para a UNESCO, em Roma do 23 ao 25 de Outubro de 2006. Objectivos do encontro Favorecer os intercâmbios de experiências, de conteúdos e de boas práticas entre os países de acolhimento que criaram museus das migrações. Identificar os desafios comuns e os primeiros elementos de resposta. Contribuir à criação de uma rede internacional de especialistas.
Resultados esperados
Os diferentes museus das migrações estão conscientes da existência dos trabalhos efectuados, dos recursos e dos conteúdos elaborados pelos seus homólogos em outros países. Os participantes beneficiam dos ensinamentos tirados e das boas práticas de outros países sobre desafios comuns. Uma série de artigos sobre a memória e os museus das migrações, concebidos a partir das contribuições dos participantes, é publicada no Jornal Internacional sobre as Sociedades Multiculturais. Uma rede de especialistas é estabelecida e continuará a funcionar transversalmente o encontro, para facilitar as trocas de boas práticas, recursos e conteúdos, e podida de decidir alargar-se aos países de origem dos migrantes.
Participantes O encontro reunirá um grupo restrito de especialistas (10 à 15 participantes), representando: os museus das migrações (Alemanha, Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Países Baixos e Suíça nomeadamente) os outros países de acolhimento que estão prestes a criar museus idênticos a UNESCO e a OIM. Temáticas, abordagem e língua Os debates concentrar-se-ão no papel dos museus das migrações na integração dos migrantes e a diversidade cultural. Os temas específicos serão determinados este verão após consulta com os participantes no encontro, para responder às necessidades, às esperas e aos desafios identificados. A lista dos participantes e a ordem de trabalhos provisórias serão comunicadas em Setembro. A abordagem será participativa, favorecendo verdadeiros debates após curtas apresentações pelos diferentes países. O encontro técnico será de dois dias de debates seguidos de um acontecimento cultural em Roma que favorece a criação de uma rede. A língua de trabalho será essencialmente o inglês eventualmente duplicado do francês.
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