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· T. 38 – Língua Portugesa (poemas de Sophia de Mello Breyner Anderson, Miguel Torga e Ary dos Santos)
Sophia de Mello Breyner Anderson Poetisa e contista portuguesa, nasceu no Porto, no seio de uma família aristocrática, e aí viveu até aos dez anos, altura em que se mudou para Lisboa. De origem dinamarquesa por parte do pai, a sua educação decorreu num ambiente católico e culturalmente privilegiado que influenciou a sua personalidade. Frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e teve uma intervenção política empenhada, opondo-se ao regime salazarista e sendo deputada após o 25 de Abril de 1974. Foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e presidente do Centro Nacional de Cultura e da Assembleia Geral da Associação Portuguesa da Escritores. A sua actividade literária (e política) pautou-se sempre pelas ideias de justiça, liberdade e integridade moral. (pesquisa de Rita Teixeira 11º 38)
Ausência
Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua Este é o tempo Este é o tempo Da selva mais obscura Até o ar azul se tornou grades E a luz do sol se tornou impura Esta é a noite Densa de chacais Pesada de amargura Porque Porque os outros se mascaram e tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão Porque os outros têm medo mas tu não Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão Porque os outros se calam mas tu não Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo Porque os outros são hábeis mas tu não Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos Porque os outros calculam mas tu não (leitura de Sara Ribeiro 11º 38)
José Carlos Ary dos Santos
Oriundo de uma família da alta burguesia, José Carlos Ary dos Santos nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937. Aos 16 anos, vê as suas qualidades poéticas reconhecidas quando publica os seus poemas na Antologia do Prémio Almeida Garrett. Contudo, apenas em 1963 Ary dos Santos publica o seu primeiro livro de poemas intitulado “A Liturgia do Sangue”. Em 1969, ano que o próprio considerava ter marcado decisivamente a sua vida, inicia-se na actividade política ao filiar-se no PCP, participando de forma activa nas sessões de poesia do então intitulado “canto livre perseguido”. Entretanto concorre, sob pseudónimo, ao Festival da Canção da RTP com os poemas “Desfolhada” e “ Tourada” obtendo os primeiros prémios. É aliás através da música que o poeta se tornaria conhecido entre o grande público.
(pesquisa de Daniela Pinto 11º 38) · T. 42 – Prof. Abílio (1 poema de 1 poeta Guineense / Poema “Lágrima de Preta” / 1 crónica de Miguel E. Cardoso) · T. 36+37+46 – Língua Espanhola (Excerto do discurso de Che Guevara no parlamento)
Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como CHE GUEVARA
Nasceu a 14
de Junho de 1928 na cidade de Rosário na Argentina. A sua mãe foi a
principal responsável pela sua formação porque, mesmo sendo católica,
mantinha em casa um ambiente de esquerda e sempre estava cercada por
mulheres politizadas Em 1952, realiza uma longa viagem pela América do Sul com o melhor amigo, Alberto Granado, percorrendo 10.000 km numa moto apelidada de 'La Poderosa'. Os oito meses dessa viagem marcam a ruptura de Guevara com os laços nacionalistas e dela se origina um diário. Aliás, escrever diários torna-se um hábito para o argentino, cultivado até a sua morte. No Peru, trabalhou com leprosos e resolveu tornar-se um especialista no tratamento da doença. Che saiu dessa viagem chocado com a pobreza e a injustiça social que encontrou ao longo do caminho e identificou-se com a luta dos camponeses por uma vida melhor. Mais tarde voltou à Argentina onde completou seus estudos em medicina. Guevara foi capturado em 8 de Outubro de 1967 na Bolívia. Passou a noite numa escola de La Higuera, a 50 quilómetros de Vallegrande, e, no dia seguinte, por ordem do presidente da Bolívia, General René Barrientos, foi executado com nove tiros. A sua morte, no dia 9 de Outubro de 1967, aos 39 anos, interrompeu o sonho de estender a Revolução Cubana à América Latina, mas não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade entre as esquerdas e é até hoje símbolo de resistência para os países latino-americanos. (pesquisa de T. ) Discurso del Comandante Che Guevara en la Asamblea General de las Naciones Unidas 12 de Diciembre de 1964 Cuba, señores delegados, libre y soberana, sin cadenas que la aten a nadie, sin inversiones extranjeras en su territorio, sin procónsules que orienten su política, puede hablar con la frente alta en esta Asamblea y demostrar la justeza de la frase con que la bautizaran: «Territorio Libre de América.» Porque esta gran humanidad ha dicho «¡Basta!» y ha echado a andar. Y su marcha, de gigantes, ya no se detendrá hasta conquistar la verdadera independencia, por la que ya han muerto más de una vez inútilmente. Ahora, en todo caso, los que mueran, morirán como los de Cuba, los de Playa Girón, morirán por su única, verdadera e irrenunciable independencia.» Todo eso, Señores Delegados, esta disposición nueva de un continente, de América, está plasmada y resumida en el grito que, día a día, nuestras masas proclaman como expresión irrefutable de su decisión de lucha, paralizando la mano armada del invasor. Proclama que cuenta con la comprensión y el apoyo de todos los pueblos del mundo y especialmente, del campo socialista, encabezado por la Unión Soviética. Esa proclama es: Patria o muerte.
(leitura de 11º )
· T. 42+45 – Prof. Luísa Sousa Língua Francesa (1 poema sobre o Tibete / poemas variados / 1 música rap) · T. 35 – Língua Inglesa (1 criação de uma aluna / 1 poema)
Only our rivers
When apples still grow in November
When blossoms still grow from each tree
When leaves are still green in December
It's then that our land will be free.
I wander the hills and the valleys
And still through my sorrows I see
A land that has never known freedom
And only our rivers run free.
I drink to the depth of her manhood
Those men would rather have died.
Than to live in the cold chains of bondage
To bring back their rights were denied.
Oh, where are you now when we need you?
What burns were the flame used to be?
Are you gone like the snows of last winter
And will only our rivers run free?
How sweet is life but we're crying
How mellow the wine but we’re dry
How fragrant the rose but it’s dying
How gentle the wind but it sighs.
What good is in youth when its ageing?
What joy is in eyes that can't see?
When there's sorrow in sunshine and flowers
And still only our rivers run free.
(written by Sandra Castro 11º45)
(Read by Lara 11º 35)
(Read by 11º 35)
· T. 41 – Prof. Olinda (3 poemas sobre racismo)
(Read by 11º41)
· T. 36 – Prof. Teresa Mónica (Excerto do discurso de M. L. King)
Martin Luther King, Jr
O Dr. Martin Luther King, Jr. nasceu a 15 de Janeiro de 1929, em Atlanta, e faleceu a 4 de Abril de 1968, Memphis e foi um pastor e activista político americano. Pertencente à Igreja Batista, tornou-se um dos mais importantes líderes pela mudança dos direitos civis (para negros e mulheres, principalmente) nos Estados Unidos e no mundo, através de uma campanha de não-violência e de amor com o próximo. Tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato. O seu discurso mais famoso e lembrado é ”Eu Tenho Um Sonho” (“I Have A Dream”).
Em 23 de Agosto de 1963, à sombra do Memorial de Lincoln em Washington, o reverendo Martin Luther King Jr., na frente de uma multidão de mais de 250 mil pessoas, formava a maior concentração até então vista no país a favor dos Direitos Civis. Os negros, disse ele, receberam promessas de igualdade mas a América ainda não as honrara. Pagara-os com um cheque sem fundo. No meio de uma estonteante prosperidade de um país riquíssimo, os afro-americanos viviam isolados em ilhas de miséria, em guetos urbanos, atormentados pela segregação e pela brutalidade policial
Mas, alertou
King, eles estavam fartos. O verão do descontentamento chegara. A
América só teria paz se os negros tivessem garantido os seus direitos
civis. Quando fossem realmente integrados à sociedade mais pujante da
terra. Voltando-se para a sua comunidade, King alertou-lhes que de
maneira nenhuma permitissem abrigar nos seus corações ódio e amargura
contra os brancos. “Não podemos marchar sozinhos!” Admirador de Gandhi,
King encontrara o caminho da não-violência. O discurso aproximava-se do
clímax. Um profeta encarnara no reverendo. Acometia-o um sonho, disse:
“I have a dream!” A cena electrizou o país. Atrás dele, um coral
informal de militantes negros repetiam suas palavras finais.
O reverendo tinha
um sonho, repetiu. Que algum dia, mesmo na racista Georgia, os filhos de
escravos e o dos senhores se sentariam na mesa da fraternidade, e que
até o Mississipi viraria um oásis de irmandade. Que ninguém mais seria
julgado pela sua cor e sim pelo seu carácter. Que por toda a América,
num anunciado futuro, nas suas montanhas, vales, planícies, aldeias ou
cidades, se ouviria o clarim da liberdade. Todos então, independente da
raça, sexo ou religião dariam as mãos e, em júbilo, repetiriam as
palavras de um velho espiritual negro: “Finalmente livres! Em fim
livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, finalmente estamos livres!”
Martin Luther King, Jr. "I Have a Dream" I am happy to join with you today in what will go down in history as the greatest demonstration for freedom in the history of our nation. Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand today, signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of their captivity. But one hundred years later, the Negro still is not free. (…) Let us not wallow in the valley of despair, I say to you today, my friends. And so even though we face the difficulties of today and tomorrow, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream. I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal." I have a dream that one day on the red hills of Georgia, the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood. I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today! I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of "interposition" and "nullification" -- one day right there in Alabama little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers. I have a dream today! This is our hope, and this is the faith that I go back to the South with. With this faith, we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith, we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith, we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day. And when this happens, when we allow freedom ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual: Free at last! Free at last! Thank God Almighty, we are free at last! (Read by 11º 36)
· T. 43 – Prof. Mª Céu (3 poemas sobre os Índios na América)
· T. 42+45 – Prof. Lemos (1 canção dos U2 / poemas)
Ninety miles form Dublin town
I'm ninety miles form Dublin town I'm in an H-Block cell To help you understand me plight This story now I'll tell
I'm on the blanket protest My efforts must not fail For I'm joined by men and women
In the Kesh and Armagh jail It all began one morning I was dragged to Castleragh And though it was three years ago It seems like yesterday
For three days kicked and beaten I then was forced to sign confessions That convicted me of deeds That were not mine
Sentenced in a Diplock court My protest it began I could not wear this prison gear I was a blanket man
I'll not accept their status I'll not be criminalized That's the issue in the blocks For which we give our lives Over there in London town Oh how they'd laugh and sneer If they could only make us wear Their loathsome prison gear
Prisoners of war that's what we are And that we must remain The blanket protest cannot end Till status we regain
I've been beaten round the romper room Because I won't say 'Sir' I've been frog marched down the landing And dragged back by the hair
I've suffered degradation Humility and pain Still the spirit does not falter British torture is in vain I've been held in scalding water While me back with deck scrubs was tore I've been scratched and cut from head to foot Then thrown out on the floor
I've suffered mirror searches Been probed by drunken bears I've heard me comrades cry and scream Then utter useless prayers
Now with the news that's coming in Our protest must not fail For now we're joined by thirty girls In Armagh's women's jail
So pay attention Irishmen And Irish women too And show the Free State rulers that Their silence will not do
Though it's ninety miles from Dublin town It seems so far away There's more attention to our plight In the USA
Now you've heard the story Of this filthy living hell Remember ninety miles away I'm still in an H-Block cell
(Poem read by 11º )
· T. 40 – (4 poemas sobre o Iraque / 3 poemas sobre a liberdade)
Se a União Europeia estipulou o ano de 2008 como o Ano Europeu do Diálogo Intercultural, podemos pensar que tal facto se deve ao reconhecimento das dificuldades que por todo o mundo se vão fazendo sentir, no que diz respeito à forma como as relações entre as várias culturas se desenvolvem. Por todo o mundo, hoje como noutros tempos, continuámos assistir a conflitos onde não há diálogo e onde se continua a espezinhar as culturas minoritárias. Na nossa turma não nos dedicamos aos nomes consagrados da poesia de intervenção mas sim a uma poesia actual de revolta contra as tendências estabelecidas. Descobrimos por exemplo que nos Estados Unidos da América existe uma plataforma de poetas contra a guerra do Iraque. Os textos que vamos ouvir são gritos de revolta contra essa invasão de que tanto se falou por todo o mundo e de que se continua a falar. Seleccionamos, para o efeito 3 poemas de 3 autores distintos. O primeiro está intitulado «Upon the War in Iraq» de Mr. Rice; o segundo é «The Beast of Baghdad» de Steve Aspinal e o terceiro é «Twas the night before Baghdad» de Cynthia Anderson, que é a mãe de um soldado Americano deslocado para o campo de batalha.
poemas
Alguns dirão que a poesia não é capaz de resolver os grandes problemas da falta de diálogo Intercultural. Por si só, certamente que concordámos… mas também devemos pensar que não deixa de ser um contributo muito importante na criação de consciências a favor dos grandes valores da humanidade. Segue-se «When There is Peace Gather», do poeta Inglês Henry Austin Dobson. Dobson viveu entre 1840 e 1921 e é um poeta reconhecido que escreveu quer em poesia quer em prosa. Teve sempre o apoio e o reconhecimento de Geoge Eliot, um grande aliado seu. Dobson é ainda conhecido pelas produções feitas para apoiar ilustrações. De seguida temos «In the name of Freedom» de Elliot McGuken e decidimos concluir a nossa participação com um poema de uma menina de 12 anos, Amy Allison, intitulado «The soldiers.»
(Apresentação de Carlos Ezequiel 11º 40)
Poemas
"In the Name of Freedom" by Elliot McGuken:
The night fell fast, I found myself alone,
Not for the monuments nor any money,
I
ran to Jefferson to read the wall,
Winded and ragged, lightning everywhere,
I
found comfort in the Mall's mud and rain,
And I found myself back before the tomb,
I
thought for a moment, what it could be,
So
judges and congressmen, please don't forget,
So
do take pause before telling a lie,
Will 'o' wisp, reddish light, sailor's delight, (Poem read by Diogo 11º 40)
"The Soldiers," by 12-year-old Amy Allison:
There they go, off to war, (Poem read by Diogo 11º 40)
· T. 38 – (4 poemas sobre a paz)
Para encerrar esta actividade do Ano Europeu do Diálogo Intercultural na Escola Secundária de Fafe, decidimos, a partir desta simples sessão de leitura de textos, lançar um apelo para que todos nós tentemos viver este Ano Europeu atribuindo-lhe o seu verdadeiro significado: respeito mútuo, colaboração e paz. Escolhemos para o efeito 3 poetas consagrados da Língua Inglesa. Todos eles nos falam dessa necessidade que todos temos para sermos felizes: a paz. São eles Walt Whitman, David Helbert Lawrence (D. H. Lawrence) e Thomas Hardy. De Walt Whitman, que viveu entre 1819 2 1892) iremos ouvir «Sun of real peace» De D. H. Lawrence, que viveu entre 1885 e 1930, recitamos «Peace» da colectânea «Peace and the Secret Waters»; De Thomas Hardy, que viveu entre 1840 e 1928, vamos apresentar 2 excertos da colectânea «The Dynasts» publicada em 1915.
SUN OF REAL PEACE by Walt Whitman
O Sun
of real peace! O hastening light! (Poem read by Mickael 11º 46)
PEACE by D. H. Lawrence
Peace
is written on the doorstep (Poem read by José Pedro 11º 38)
From “The Dynasts” by Thomas Hardy (1915)
(Poems read by 11º 38)
European Year of the Intercultural Dialogue *Different eating habits*
5 Eggs- ovos 5 Butter- manteiga 5 Broth- caldo (sopa) 5 Peppers- pimentos 5 Shrimp- camarão 5 Milk- leite 5 Ham- presunto 5 Oranges- laranjas 5 Lemon- limão 5 Garlic- alho 5 Green Beans- feijão verde 5 Bread- pão 5 Carrot- cenouras 5 Potatoes- batatas 5 Chips- batatas fritas 5 Crab- caranguejo 5 Honey- mel 5 Onions- cebolas 5 Apple- maçã 5 Chicken- frango
Solução:
(Done by Micaela Freitas 9º 10)
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