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EVIDENCIAS DO TEMPO MODERNO
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Miguel Monteiro (1996),Migrantes, Emigrantes e Brasileiros,Territórios, itinerários e trajectórias,Braga, Universidade do Minho
A urbe, como último referente interpretativo, surge na idade moderna, a partir do desenvolvimento das estruturas administrativas concelhias localizadas na freguesia de Santa Eulália de Fafe e simultaneamente da sua localização privilegiada em antigos eixos viários de ligação do litoral ao interior, ainda presentes e marcantes do tempo presente.
No século XVIII, a Igreja de Fafe, sofre uma profunda remodelação, conforme o gosto da época, certamente, devida ao ouro do Brasil, como aconteceu, de resto em todo o norte do País.
Contam-se ainda na freguesia de Fafe, como principais referências religiosas do século XVIII, XIX e primeira década do séc. XX, as capelas de Santo Ovídio, situada no Outeiro do Castro; a capela de São José no lugar de São José e a de Pardelhas; as capelas particulares do Senhor do Porto, integrada na Casa do Paço, (lugar do Barroco) propriedade de Dona Maria da Luz Bettencourt Vasconcelos Correia e Ávila, Condessa de Paço Vieira; a capela de Nossa Senhora do Carmo, integrada Casa Brasona do Santo Velho, propriedade de Manuel Maria de Brito Ferrari de Almeida e seu irmão António Manuel e a capela particular de São Bento, integrada na Casa Brasonada dos condes de Azevedo, tendo sido um dos últimos proprietários Estêvão Maria de Barbosa Carneiro de Queiroz de Azevedo e Borbom.
As capelas particulares que apresentam a fachada principal virada para o exterior e se encontram ajustadas ao corpo do edifício residencial dos seus proprietários, compram a prestação do serviço religioso aos não familiares, prática já desaparecida.
Como já dissemos atrás, Fafe, situa-se num lugar privilegiado para circulação de pessoas e mercadorias entre o litoral e o interior, o que constituiu factor determinante no seu desenvolvimento, pelo que, na primeira metade do século XIX, são construídas as vias do Fontismo as quais mantêm o mesmo sentido, tendo estas sido deslocadas para a meia-encosta, onde vão aparecer as Pontes Novas.
Em 1909, a distribuição domiciliária da correspondência era feita às 7.30 e as 1 h da Tarde, havendo duas expedições de malas pelos comboio do meio dia e às 10.30 h.
Recebem-se malas de Basto duas vezes por dia de cabeceiras de Basto e uma de Celorico, Fermil e Mondim de Basto..
Há no concelho a posta rural para todas as freguesias, partindo seis distribuidores e mais três Estações Postais do Bugio, Lagoa e Requeixo, donde fazem distribuições. [14]
Em 1881, na lista de eleitores, são indicadas as profissões de Director dos Correios, um Carteiro e um Telegrafista, demonstrando a existência de um sistema de comunicações local.
[14] Almanaque de Fafe, nº 1, Fafe, 1909
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