|
|





|
| |
A antiga central de produção de electricidade, projectada em 1912 e concluída
em 1914, correspondendo à inauguração da
Luz eléctrica, está, hoje, transformada em “Museu Hidroeléctrico de
Santa Rita - Fafe” e constitui-se como Sitio e Núcleo do Museu da Emigração.
Encontra-se situada a cerca de 4 Km de Fafe e constitui um aproveitamento das
águas do Rio Vizela. A captação da água é efectuada através de uma câmara de
carga de onde sai uma conduta forçada de 22 metros de comprimento, que
conduz a água á central. A altura útil da queda é de 15 metros média.
|
|

|
| |

|
|
Intervieram na criação da antiga central o Presidente da Câmara Dr. José
Summavielle Soares, o deputado pelo círculo de Fafe, Miguel Augusto Gonçalves
Ferreira e os vereadores João Leite da Silva e José Fernandes Ribeiro.
A instalação da Central foi da responsabilidade da Companhia Portuguesa de
Electricidade, representante da Casa Schuckert & Cª, de Nuremberga, uma firma
pioneira na instalação de centrais hidroeléctricas em Portugal e responsável
pela instalação das centrais da Fábrica de Fiação e Tecidos do Bugio e da
Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe (1924).
|
| |
SÍTIO MUSEOLÓGICO
O sítio
museológico é composto
pelo seguintes elementos e espaços com importância natural, histórica e
patrimonial ladeados: o Rio Vizela, moinhos tradicionais, uma antiga azenha;
uma ponte românica. Este espaço é demoradamente descrito pelo Camilo Castelo
Branco no livro Memórias do Cárcere.
- Tomada de Carga - uma
comporta manual, de madeira e ferro, alçada por roldanas, para permitir a sua
subida ou descida e a consequente entrada ou barramento da água para o canal
de alimentação;
|
|
 |
| |

|
|
- Canal de Alimentação - de pequeno declive a céu aberto que permite
que a água passe tranquilamente;
- Câmara de Carga -
construído em granito, com 139 m de comprimento, 2,5 m de altura média e 1,80
m de largura interior;
- Comporta de Comando de Regulação - regulação da entrada da água, é um
mecanismo de ferro, com duas roldanas, bem como os mecanismos de descarga do
canal;
- Conduta Forçada - a água penetra numa conduta forçada que a conduz
até à turbina, que se encontra na sala das máquinas;
- Canal de Descarga - uma vez turbinada, a água sai para o exterior
através de um canal de restituição ou de descarga, que a conduz novamente ao
leito do rio, seguindo o seu curso normal.
|
NÚCLEO MUSEOLÓGICO
O edifício da central é constituído por um só piso, correspondente á sala das
máquinas, cujas dimensões aproximadas são de 8 x 15m.
Na sala encontra-se igualmente o quadro de comando e manobra manual
constituído por uma placa de mármore, seccionada em três partes, onde se
encontram instalados os amperímetros.
A central dispõe de um
grupo gerador constituído por turbina e gerador - alternador, comas seguintes
características:
Central de produção - a
turbina possui uma parte móvel, a roda metálica de palhetas, que é accionada
pelo movimento impetuoso da água a sair da conduta forçada.
A turbina é de injecção total,
ou seja, a água penetra na roda móvel por toda a sua periferia. Através de
diapositivos apropriados pode regular-se a quantidade de água que sai da
conduta e incide nas palhetas controlando-se a velocidade da roda interior da
turbina.
TURBINA
Construtor: J. M. Voith
Ano de Fabrico: 1914
Tipo: Francis (de reacção)
Potência: 60 HP
GERADOR - ALTERNADOR
Construtor: Siemens
Ano de fabrico: 1914
Potência: 55,5 KVA
Tensão: 5000V
Frequência: 50HZ
RPM: 750
Miguel Monteiro (Coordenador )
|