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Núcleo
Museológico e Sítio
Histórico
INDÚSTRIA
(Localiza-se na Companhia de
Fiação e Tecidos de Fafe e,
como espaço privado, pode ser visitado através do contacto
directo com a empresa ou através do coordenador deste Projecto.) |
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Outras Indústrias
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Em Fafe existem três importantes
indústrias têxteis que tiveram origem na iniciativa directa de emigrantes de
retorno do Brasil e uma dedicada ao ramos dos refrigerantes, já desaparecida,
com a mesma origem.
No ramo texto a
Companhia de Fiação e
Tecidos de Fafe,
localmente designado por fábrica do Ferro, a
Companhia de Fiação e
Tecidos do Bugio
e
Empresa Têxtil do rio
Ferro
e, a
Fabrica Fafense de
Refrigerantes.
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Companhia de Fiação e
Tecidos de Fafe
José Ribeiro Vieira de Castro
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A Companhia de Fiação e Tecidos de
Fafe resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro»
José Ribeiro Vieira de Castro,
que em
15 de Dezembro de 1886
propôs a remodelação dos objectivos da Companhia Industrial de Fafe,
instalada numa queda de água no rio Ferro, na freguesia de Fafe e que se
dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil.
Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia
de Fiação e Tecidos de Fafe, com o
capital de duzentos contos.
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Companhia de Fiação e
Tecidos do Bugio
José Alves de Oliveira Bastos
José Florêncio Soares |
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Depois de constituída a sociedade anónima, ficaram a dirigi-la: António
Joaquim de Morais,
José
Ribeiro Vieira de Castro
e João Evangelista da Silva
Matos, tendo este último abandonado a direcção em 1890.
Em 1897, António Joaquim de Morais é substituído por Manuel de Lemos e, por
morte de José Ribeiro Vieira de Castro, em 4 de Julho de 1905, Manuel
Cardoso Martins, guarda-livros da fábrica desde 1897, sucede-lhe na
gerência.
Em 1916 entrou para a direcção o sobrinho do fundador José Ribeiro Vieira de
Castro.
Em 1909, empregava 450 operários e em 1927 é equipada com três turbinas
eléctricas.
Em 1947 a fábrica dispunha de dezoito mil fusos e setecentos e oitenta e
três teares mecânicos e cerca de mil e trezentos operários.
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Esta, em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche e lactário
com duzentos leitos, escolas infantil e primária, tendo, em 1947, seis
professores e a frequência de 400 crianças, para uma população de 1300
operários, sendo nesta altura equipada com 18000 fusos e 780 teares
mecânicos.
Havia à disposição dos trabalhadores assistência médica, balneários, tendo
sido construídos dois bairros operários de renda económica, um no lugar do
Ferro e outro na freguesia de Antime.
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Este espaço é simultaneamente um sítio histórico com interesse museológico,
devido ao seu espólio, constitui-se, assim, como um núcleo museológico e um
conjunto com interesse histórico e patrimonial.
Actualmente, como um núcleo museológico, é
parte integrante de um roteiro de arqueologia Industrial da região do Ave.
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O Sitio Museológico

Sítio
museológico composto
pelos espaços com importância natural, histórica e patrimonial situado nas
margens do Rio Ferro.
- Canal de Alimentação de grande profundidade desvia a água do Rio numa
larga distância marginando o Rio permitindo que a água passe tranquilamente e
se pode seguir em passeio
pedestre, como antigo trajecto operário.
-
Tomada de Carga - uma
comporta manual, de madeira e ferro, alçada por roldanas, para permitir a sua
subida ou descida e a consequente entrada ou barramento da água para o canal
de alimentação; - Câmara de Carga; - Comporta de Comando de Regulação - regulação da entrada da água, é um
mecanismo de ferro, com roldanas, bem como os mecanismos de descarga do canal; -
Conduta Forçada - a água penetra numa conduta forçada que a conduz
até à turbina, que se encontra na sala das máquinas; - Canal de Descarga - uma vez turbinada, a água sai para o exterior
através de um canal de restituição ou de descarga, que a conduz novamente ao
leito do rio Ferro, seguindo o seu curso normal.
-
Bairro operário de São José
de Antime, cujas características arquitectónicas repetem o modelo da
fábrica
-
O trajecto pedonal do
bairro à fábrica inscrito no trajecto da fábrica ao Bairro.
O Núcleo Museológico
Este
núcleo constituído pelos edifícios distribuídos por vários pisos ajustados aos
declives geomorfológicos da encosta do Rio Ferro.
O Núcleo centra-se em vários
espaços, correspondendo:
- à sala das caldeiras
-
a máquina a Vapor (1886)
- a chaminé
-
a central hidroeléctrica constituída por três
turbinas e respectivos geradores
- alternadores
(1924)
- Espólio móvel e equipamento
industrial variado.
Na sala
encontra-se igualmente o
quadro de comando e manobra manual, onde se encontram instalados os
amperímetros.
A central dispõe, como se
disse, de um grupo gerador constituído
três
turbinas e respectivos geradores
- alternadores
(1924)
e gerador - alternador
fabrica do ferro
Miguel Monteiro (Coordenador )
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