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Os emigrantes de retorno edificam as suas habitações, definindo um recorte
arquitectónico original.
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São
o referente de
uma nova existência social simbólica e de novas vivências económicas.
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Marcam uma estrutura urbana de novas ruas e praças, à
imagem das que conheceram do outro lado do Atlântico e que lhes deu a fortuna.
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Surgem no campo como monumentos exóticos
e estranhos.
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A cidade passou a ser o lugar
privilegiado para o retorno dos que possuíam projectos de investimento
comercial e de continuação de urbanidade.
ARQUITECTURA E A CONSTRUÇÃO DA
DIFERENCIAÇÃO SOCIAL BURGUESA
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A arquitectura do
«Brasileiro» gravita em torno de formas sincréticas.
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As inovações arquitectónicas
e decorativas da casa do Brasileiros
representam, uma reprodução ‘desfocada’ de soluções
formais de uma arquitectura ‘elegante’ adoptada na construção residencial
brasileira, a partir de meados do século XIX, mercê da actividade de arquitectos
e companhias de construção europeias:
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um modelo onde pontuam
influências da casa colonial vitoriana;
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soluções formais afrancesadas,
misturadas com algum revivalismo de cariz italiano.
As
edificações remetem para um quadro de leitura urbana da casa que poderão
ser categorizadas em três tipos:
o palácio, a casa apalaçada e o
palacete
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