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Memória Histórica |
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Miguel Monteiro
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Este projecto recupera o sentido do particular e único, próprio
das
historias de família,
das
biografias
Por outro lado, o projecto procura as trajectórias de vida dos milhares de crianças, de mulheres e dos que ficaram à margem da História e que, agora, emergem na memória de netos e bisnetos que procuram os lugares que lhes preencheram a memória, falando-lhes de um passado carregado de encantos.
É também uma perspectiva história económica, social e cultural, de natureza quantitativa e qualitativa, evidenciando quadros explicativas em sentido estrutural, procurando o permanente e o global, unindo o passado ao presente.
Teremos presentes outras
perspectivas historiográficas
sobre
emigração,
nomeadamente as
que têm em conta
os contornos dos
Estamos atentos aos estudos que colocam em confronto os dois pólos em relação - espaços de partida e de chegada (Pescatello, Rocha-Trindade).
Não excluímos a perspectiva de micro-análise, integrado em abordagens mais totalizantes de comunidades rurais de origem (Arroteia, Brettel, Brandão, J. Alves, Silva) ou de comunidades de emigrantes no estrangeiro, focalizando os processos sociais e/ou as experiências vividas (T. Monteiro, F. Neto, Leandro).
Outros enfoques, olhando o
jogo interaccionista simbólico
da comunicação associado ao significado do vestuário,
jóias,
Desvendamos o caminho para uma tecnociência/tecno-história, no sentido comunicacional, da ilustração de particularidades e automatização quantificadora, medindo frequências de fenómenos, factos ou ocorrências. Este modelo, servindo-se de processos tecnológicos, permite a análise de conteúdo por associação e dissociação semântica, organizar, ilustrar e quantificar as informações presentes em Bases de dados e em documentos.
Por último, propomos visitas virtuais aos núcleos museológicos, procurando através das histórias das famílias, penetrar na memória cultural, evidenciando conflitos, tensões, bem como a relação com o espaço publico e os comportamentos sociais de contexto privado.
Por outro lado, organizamos, para este projecto, um fundo documental constituído por documentos manuscritos, impressos, iconográficos, cartográficos. Nos livros deste fundo temos: monografias sobre a história local, arte, arqueologia. Temos acesso privilegiado à documentação produzida pelas autoridades locais, nomeadamente a emanada pela Câmara Municipal e outros órgãos autárquicos. Ainda neste âmbito são valorizadas as publicações periódicas: jornais, almanaques, anuários.
Além dos públicos, são de grande valia os arquivos particulares dos emigrantes e das famílias. Neles podemos encontrar uma abundante documentação privada, em especial correspondência comercial e privada. Nesses documentos acedemos a informações sobre a memória familiar e às tramas invisíveis das e trajectórias dos emigrantes e de seus descendências.
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