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GRANDE HOTEL DO PORTO
Breve História
Daniel de Moura Guimarães, após um longo período no Brasil, trazia consigo um projecto: construir um “Grande Hotel”. O local escolhido foi a rua de Santa Catarina, e o projecto tornou-se realidade em 1880. A sua construção fez-se em duas fases: a primeira fase era desde Santa Catarina, até 50 metros de fundo. Tinha 40 quartos, 5 suites e uma suite real. O restaurante situava-se no salão das colunas […]. Nas traseiras, onde mais tarde se construiu a segunda fase, funcionavam os balneários, abertos ao público, com água corrente, quente e fria, exactamente como no Hotel, o que constituía coisa rara naquele tempo. O hotel era abastecido de água proveniente de uma mina ainda hoje existente. Actualmente essa água é imprópria para consumo, mas ainda abastece a lavandaria do hotel. Nos últimos anos do séc. XIX, José de Oliveira Bastos, outro regressado do Brasil, entrava na sociedade com Daniel Guimarães no Grande Hotel do Porto. Em 1900, morreu inesperadamente Daniel Guimarães, sucedendo-lhe seus filhos: António e Isabel Martins Moura Guimarães, que devido à sua inexperiência, vendem a sua parte a José de Oliveira Bastos, que ao tornar-se único proprietário resolve ampliar o Hotel. Inicia-se aqui a construção da segunda parte que irá ser inaugurada em 1916. A partir de então, sofre naturalmente algumas intervenções, todas elas de remodelação e ampliação. A última, em 2002, respeitou, uma vez mais a traça clássica do modelo original. Mais uma nota de curiosidade, e para finalizar, desde que o Hotel foi imaginado sempre nele tem servido, ou como empresário, proprietário, empregado ou director, em gerações sucessivas, alguém descendente do fundador! Com mais de um século, o grande Hotel do Porto, é o mais antigo hotel em funcionamento na cidade.
[informações e partes do texto, gentilmente cedidas pelo “Grande Hotel do Porto”]
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