CONDE DA SILVA MONTEIRO

 

António da silva Monteiro

 

Hospital de Crianças,

 

António da silva Monteiro nasceu na freguesia S. Martinho de Lordelo do Ouro no Porto em 16 de Agosto de 1822 e aí morreu em Janeiro de 1885, filho de António da Silva Monteiro, negociante da praça do Porto, e de sua mulher, D. Ana Narcisa Pereira.

 

Embarcou para a cidade do Rio de Janeiro onde a sua actividade encontrou um largo campo para brilhantemente se afirmar. (...)

 

Casou no Rio de Janeiro com D. Carolina Júlia Ferreira, filha de Manuel Ferreira Gomes, negociante português daquela praça, e de sua mulher D. Laureana Angélica da Silva.

 

Depois de muitos anos de permanência no Rio de Janeiro, regressou ao Porto, mas manteve sempre a importante casa daquela capital. A sua iniciativa comercial, tanto no Brasil como em Portugal, foi sempre notável e o aspecto filantrópico do seu carácter ficou marcado pelo auxílio e impulso que deu a numerosas instituições de caridade e de instrução.

 

Sócio duma das principais casas da cidade do Rio de Janeiro... Foi vice-presidente do senado e presidente da Associação Comercial.

 

O seu nome acha-se ligado à empresa do Caminho de Ferro do Porto à Povoa de Varzim e Famalicão; à tanoaria a vapor; à fábrica de Papel de Ruães; Companhia Aurífera; à companhia de Navegação a vapor; à companhia mineira e metalúrgica do Braçal; aos albergues nocturnos; à criação e sustentação de bancos.

 

Foi director do palácio de Cristal, fundador do Hospital de Crianças, vogal do conselho de beneficência do distrito, mesário da Santa Casa da Misericórdia, presidente da associação dos bombeiros voluntários, accionista e sócio de quase todos os estabelecimentos Bancários e grémios científicos, nomeadamente a Sociedade de Instrução.

 

A ele se deve, em grande parte, os trabalhos do Porto de Leixões.

 

 O sr. Conde da Silva Monteiro faleceu no seu palacete da rua da Restauração, no ia 15 de Janeiro de 1885

 

Presidiu durante dois anos à Associação Comercial do Porto (1875 – 1877)

 

O título de Visconde foi-lhe concedido em 1871 e elevado a Conde em 1875, ambos por D. Luís.