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Museu-Casa-"Brasileiro de Torna-Viagen"
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A Vivências do Privado: Casa de José Alves de Freitas
No seu interior será recebido em átrios de pedra, ou em madeiras exóticas que o Século XVIII conheceu no exterior de outros imóveis e a meio, a escadaria, como sempre, iluminada por clarabóias decoradas em finos estuques.
A entrada principal do rés-do-chão, pouco elevado do solo, é formado por uma galeria exterior, permite o acesso à escadaria de pedra em forma de pórtico, escada para o andar nobre, a sala, a casa de jantar, um quarto, escada de serviço para a cave e primeiro andar, gabinete, o corredor, vestíbulo, sala, quarto de cama, quarto de vestir, casa de banho.
Os espaços distribuem-se em salas para a frente e para as traseiras, a sala de jantar e cozinha no último andar. E virada para a rua a sala de receber e escritório.
Olhe os tectos dos palácios em caixotões barrocos em madeira de castanho e nas casas apalaçadas, palacetes e chalés detenha-se nos tectos decorados com pinturas ornamentais ou estuques decorados e as paredes forradas a tecidos aveludados.
Sinta a vivência do tempo no interior dos átrios decorados com azulejo, as escadarias de madeiras preciosas, os tectos de estuque, portas e janelas altas encimadas por bandeiras com vitrais coloridos, lustres de cristal e delicados móveis e porcelanas.
com canapé de palhinha e seu jogo de cadeiras, uma secretária de cerejeira envernizada, e pelas paredes bilhetes-postais com vistas do Rio, uma oleografia de Niterói, páginas do Fon-Fon em molduras de espelho» (Aquilino Ribeiro, A Eleição de Sua Senhoria)
O seu interior leva-nos a lugares de encanto que preenchem as salas de mobília rica: "um canapé de palhinha e seu jogo de cadeiras, uma secretária de cerejeira envernizada e, pelas paredes, bilhetes-postais com vistas do Rio de Janeiro, uma oleografia de Niterói, páginas do Fon-Fon em molduras de espelho", (Aquilino Ribeiro, A Eleição de Sua Senhoria)
O piano ou bilhar compõe o cenário recheado de objectos de elegância burguesa recordando as viagens a Paris.
As portas são de belas almofadas entalhadas, pintadas a branco e ouro, com "espelhos" de madrepérolas ou marfim; as vidraças, com bandeiras, possuem desenhos; fogões de mármore famosos; lustres de cristal; jóias e pratas de valor, delicados móveis e porcelanas inglesas ou orientais, bibliotecas ou colecções valiosas, uma mesa farta e cuidada, vinhos afamados – tudo isto testemunhando, nesses níveis mais altos, um viver "Brasileiro" em casa burguesa. podemos ainda ver mobília rica: um canapé de palhinha e seu jogo de cadeiras, uma secretária de cerejeira envernizada e no chão as madeiras preciosas de pau do Brasil.
Nelas, a simplicidade utilitária contrasta com as madeiras preciosas, de paus do Brasil, rosa ou cetim, ou em finos estuques testemunhando influências inglesas.
Estas casas, às vezes com aparência modesta, evidenciam no seu interior alguma opulência, pertencem a famílias de burgueses ricos, com projecção na vida pública.
No seu interior circulam criadas para várias funções e em itinerários internos e distintos definidos em gerações de famílias como numa obrigação de devoção quase servil.
Os sótãos servem de arrecadação e alojamento das criadas com entrada pela porta lateral de serviços, própria para a criadagem e residentes no sótão, nunca se cruzando com os senhores da casa. A governante era a grande gestora do quotidiano e a única que estabelecia o contacto com os senhores da casa.
Miguel Monteiro (Coordenador )
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