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CAIXA DE SOCORROS D. PEDRO V
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Cf: Revista da Comunidades de Língua Portuguesa, Revista n.º 20, Director e Editor João Alves das Neves |
A Assistência à velhice, à infância desprotegida era uma atribuição da igreja, das "Santas Casa de Misericórdia", das ordens Terceira e das irmandades que tina programas de ajuda aos pobres, assistência aos doentes, auxílio e acolhimento aos necessitados. Naquela altura, em Portugal, ganhou força o mutualismo e em 1863 era criada do Rio de Janeiro a caixa de Socorros D. Pedro V - uma vasta associação do socorro geral aos portugueses ", conforme se escreveu na época, e que congregaria em pouco tempo milhares de emigrantes de sócios espalhados por todo o Brasil: cada um deles, mediante o pagamento de uma quota mensal, adquiria o direito de receber os beneficio previstos nos estatutos. Logo no primeiro ano de existência foram atendidos 2.426 indivíduos - registava o relatório da directoria, dos quais, quase metade não eram sócios, mas carentes de nacionalidade brasileira. A fraternidade imperava nos monumentos de sofrimento - e pouca importância tinha a certidão de nascimento ou a nacionalidade. Depois da Caixa de Socorros D. Pedro V, á qual o rei D. Carlos irá atribuir o título de Real, surgem dezenas de outras sociedades de idêntico formato, já então vinculadas a, membros de uma determinada profissão, ou tendo como patronos figuras exponenciais da História.
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O Conselheiro Leonardo Caetano de Araújo, nasceu em Parada de Gatim, Vila Verde (Braga), a 11 de Maio de 1818, quatro anos antes da independência do Brasil, e faleceu com 85 anos, como o mais antigo membro da Colónia Portuguesa no Rio de Janeiro a 5 de Junho de 1903 Admirador de D. Pedro V, fundou em 1863, no Rio de Janeiro a Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V, a que presidiu em 1866, nela tendo sido solenemente homenageado com um busto, em Março de 1891
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