ANTÓNIO RODRIGUES ALVES DE FARIA

 

António Rodrigues Alves de Faria nasceu a 06 de Abril de 1871, em Forjães, vindo a falecer na mesma freguesia em 10 de Agosto de 1949.

Rodrigues de Faria, como ficou conhecido, foi o oitavo dos treze filhos de Manuel Alves de Faria e de Joana Gonçalves Viana. Frequentou a escola primária de S. Paio d’Antas, em virtude de nessa altura ainda não haver ensino oficial na sua terra natal.

Ainda muito novo, por volta dos 14 anos, foi para o Brasil. Aí teve sucesso como empresário dedicando-se ao comércio e à exploração de sal em larga escala.

Por volta de 1909 fundou uma grande empresa de nome Companhia de Comércio e navegação.

Fez grande fortuna, tendo-se distinguido como um grande benfeitor para a educação; mandou construir um edifício escola, em 1934, oferecendo-o depois ao estado – é o edifício ainda hoje existente “Escolas Rodrigues de Faria” em Forjães.

No âmbito da assistência social e da saúde, ajudou a construir o Hospital S. Manuel e mais tarde contribuiu com uma soma que ia além de 5 contos e que era devido a ele, talvez, que a obra do hospital (Valentim Ribeiro – Esposende) tinha chegado até ao fim, […] além do rico arsenal cirúrgico com que a mão dadivosa de Rodrigues Faria dotou o Hospital” [2] , para além de enormes contributos na sua terra natal nomeadamente no combate à pneumonia, por volta dos anos de 1919 – 1920.

A sua ajuda à população era constante, sendo de assinalar a sua generosa contribuição para a construção de diversos caminhos e estradas.

A população em muito beneficiou no trabalho criado em resultado do seu entretenimento na exploração agrícola – nomeadamente na sua quinta, hoje conhecida por quinta dos Curvos - criando assim emprego numa época em que a pobreza e o desemprego eram grandes.

Em resultado dos benefícios por ele concedidos, o Estado Português pretendeu atribuir-lhe uma ordem honorífica, tendo no entanto Rodrigues de Faria, recusado tal distinção

Considerado o maior benemérito de Forjães e um dos maiores do conselho de Esposende. [3]

  Assim se conta a história de uma das maiores figuras do conselho de Esposende:

ANTÓNIO RODRIGUES ALVES DE FARIA

1871/1949

 

  

[1] ABREU, Gil de Azevedo, Viver e Recordar, Julho, 2006, pp. 13-16

[2] Palavras de Valentim, Ribeiro da Fonseca na inauguração do hospital com o mesmo nome, em Julho de 1916, FONSECA, João Paulo Ribeiro da, Valentim Ribeiro da Fonseca, Nas ondas da vida, Esposende, Dezembro 2005, pp. 123-124

[3] Informações cedidas pelo Sr. António Faria, 2º sobrinho de Rodrigues de Faria