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VISCONDE DE BARREIROS JOSÉ DA SILVA FIGUEIRAS
José da Silva Figueiras, único visconde de Barreiros, nasceu na freguesia com o mesmo nome, em 1838, sendo seus pais lavradores no concelho da Maia, e morreu no Porto a 25 de Dezembro de 1892. Aos 14 anos partiu para o Brasil. Iniciou a sua vida dedicando-se ao comércio, e como a sorte lhe foi propícia, abalançou-se às grandes empresas de caminho de ferro no colossal império sul-americano. Neste género evidenciou-se, tomando, por empresa sua, a construção do importante túnel de Marmelos no caminho de ferro de D. PedroII. Em 1874 por por um esforço de arrojo e arriscada coragem tomou conta da conclusão do caminho de ferro da Leopoldina, que tinha até ali, por dificuldade da construção e falta de capitais. Mais de sete contos de réis gastou socorrendo o Hospital da Sociedade de Beneficência Portuguesa, bem como durante a sua presidência Associação de Socorros Pedro V subsidiou do seu bolso todos os conterrâneos que necessitam dela (...). Em 1880, isto é, após 28 anos de permanência no império brasileiro, regressou definitivamente à pátria, (...) iniciação do seu estabelecimento na terra que lhe chamava cidadão, fundou ai seu berço natal, S. Miguel de Barreiros, concelho da Maia, uma escola para instrução primária, aplicada aos dois sexos, e provida de todos os utensílios mais modernos e usados nestes estabelecimentos de instrução, proveu a igreja com todos os utensílios e alfaias assim como com sinos para a torre. Em 1881 foi eleito procurador à junta Geral do distrito do Porto, e em 85 reeleito membro da comissão executiva da mesma junta. Exerceu mais os cargos de presidente da Real Associação de Beneficência do Porto, sócio honorário da Associação Comercial do Porto e Associação dos Artistas de Coimbra; presidente da comissão de beneficência de Barreiros, sócio da Sociedade de instrução do Porto. Foi membro do conselho fiscal do Banco Comércio e Indústria, proprietário das minas carboníferas de Valdeão. Pertenceu ao ao conselho fiscal das minas de Pejão, sendo o seu principal accionista das sociedades Mutuaria e Parceria Pesquisadora Portuense, membro do sindicato dos caminhos de ferro à fronteira de Portugal. A ele se deve o importante túnel em construção da estação de Pinheiro à Alfandega, no Porto. Pertenceu à sociedade empreiteira dos ramais da santa Combadão a Viseu, da Foz do Tua a Mirandela. Esteve muitos anos no Brasil, onde granjeou fortuna, tornando-se capitalista no Porto para onde veio residir de volta a Portugal. Morreu sem descendência. O título foi-lhe concedido, por uma vida, em Março de 1882 por D. Luís.
Vivenda do Visconde de Barreiros (Maia)
Escola primária D. Maria Pia, mandada construir pelo Visconde
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