João Alves de Freitas 

 

João ALves de Freitas (1864-1917), emigrou para o Pará em 8/1/1875, com 11 anos de idade.

Casou com Maria Beatriz de Faria Azevedo, filha do «Brasileiro» António José de Bastos Azevedo e de Antónia Maria de Faria Azevedo.

O sogro de João Alves de Freitas era proprietário, colectado em 1872/73 com 15$298 de contribuição predial para o Estado e 3$775 para o Município e Expostos.

 

Em 1881, no recenseamento eleitoral, é referida a contribuição de 22$085 réis, proprietário, casado, 44 anos de idade, alfabetizado, elegível a Deputado, ao Município e à Paróquia..

 

João Alves de Freitas, foi um destacado comerciante de borracha em Manaus e abastado capitalista, possuindo com Eduardo Fernandes a Firma João Alves de Freitas & C.ª L.ª.

 

Em 1909 faz parte da Comissão Consultiva junto do Consulado de Portugal no Estado do Amazonas, Brasil. Eduardo Fernandes veio a casar com uma sobrinha de João Alves de Freitas, filha do irmão de José Alves de Freitas.

«Os Srs. João Alves de Freitas & C.ª L.ª, são estabelecidos à Rua Marechal Deodoro, 37, Manaus, com casa importadora, exportadora e comissária; são também proprietários de seringais e de vapores.

 São sócios da firma os Srs. João Alves de Freitas e Eduardo Fernandes, ambos de nacionalidade portuguesa. 

A firma é proprietária de oito seringais, onde têm um pessoal de cerca de 800 homens e de onde recebe cerca de 250 toneladas de borracha anualmente.

Estes seringais, que ocupam uma área de mais de 800 milhões de metros quadrados, ficam de 17 a 25 dias de viagem, em vapor, de Manaus.

A firma foi estabelecida em 1901 e importa toda a sorte de mercadorias da Europa, Norte América e Estados do Sul do Brasil. Faz parte da associação Comercial do Amazonas, da qual os sócios foram directores.

A firma possui também quatro vapores fazendo transporte no rio Juruá e outros, e ocupa em Manaus um bom edifício.»

João Alves de Freitas foi o proprietário do palacete mais elegante e grandioso de Fafe situado na Rua do Major Miguel Ferreira e um dos maiores dinamizadores da construção da Igreja Nova de São José de Fafe, para a qual contribui com elevadas verbas.

Por falência, provocada pela crise e perda de cotação comercial da borracha, suicidou-se no Brasil

 

 JOÃO ALVES  DE FREITAS, 7/6/1894- já está em Lisboa, de regresso do  Pará,  o  nosso... amigo (...), um  dos  mais  conceituados negociantes daquela cidade dos E.U. do Brasil.

 4/12/1898  - a fim de embarcar no dia 10 para o Pará, segue para Lisboa  o  Sr.(...),  nosso  obsequiso  assinante  e  importante capitalista.

 7/12/1899   -esteve  entre  nós  o  nosso  distinto  patrício  e respeitável homem de posição Sr.(...), que chegou do Pará.

 2/5/1901 - partiu para o Pará onde vai tratar de negócios da sua importante  casa  ,  o  abastado capitalista  e  nosso  estimado conterrâneo Sr.(...)

13/7/1905  - chegou no sabado de Manaus, onde é honrado e activo negociante, o Sr.(...)

10/10/1907  - seguiu para Manaus , onde continua a fazer fortuna, o nosso ilustre concidão Sr.(...)(...)

2/7/1909  -  notícias  de Manaus dão notícia de que  o  governo português  nomeou para fazer parte da Comissão Consultiva  Junto ao  Consulado  de  Portugal no Estado do  Amazonas,  este  nosso ilustre patrício, pelo que o falecitamos sinceramente, estimando         vê-lo,  em  cargo de tão honroso, para o que tem  competência  e mereceu a escolha do nosso governo.

22/7/1909  -  chegou  de  Manaus o Sr. João  Alves  de  Freitas, dedicado  filho  desta  terra e um dos que concorre para  o  seu desenvolvimento material.

4/8/1910  -  vindo de Manaus, é esperado pelos meados deste  mês nesta vila, o Sr. (...).

 18/8/1910  -  também  da mesma procedência  [Manaus]  chegou  no Sábado  à  noite  a  esta  vila,  o  Sr.  (...),  nosso  prezado concidadão e respeitável cavalheiro.

3/9/1910 - por ter sido chamado a Manaus por um telegrama partiu há  semanas  precipitadamente para aquele Estado  brasileiro,  o nosso prezado conterrâneo e importante capitalista.

3/7/1913 - chegou no Domingo a esta vila com sua Ex.ma. esposa e queridos  filhinhos o nosso ilustre concidadão Sr. (...), um dos bons  portugueses que em terras de Santa Cruz, tendo conquistado um nome famoso que dá honra à sua terra e à sua família.

16/10/1913  -  retirou-se  há  dias  para  Manaus,  devendo  ter embarcado  em  Lisboa  no  passado  dia 9,  o  nosso  ilustre  e pesadíssimo concidadão Sr.(...), um homem de acção, trabalhador e  inteligente, que tem sabido ganhar boa fortuna sem todavia se destacar de uma louvável modéstia.