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Esta Obra surge com um legado de
Fortunato José de Oliveira, «Brasileiro», na importância de oito contos
do Réis, em 25/2/1895, dando origem à construção da actual igreja de S.
José, tendo nos «brasileiros» de Fafe os seus principais
impulsionadores, nomeadamente
José Florêncio Soares,
comendador
Albino de Oliveira
Guimarães,
Bernardino da cunha Mendes,
João Alves de
Freitas,
José
Ribeiro Vieira de Castro
e o
Barão de
Oliveira Castro,
faz doação,
para a "Igreja em construção em Fafe,
terra de nascimento de
seu
falecido Pai, assim tornando-lhe mais saudosa e
veneranda a memória, ofereceu a quantia de dez contos de réis!" |
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Depois de muitos anos parada, por
falta de Verbas para a sua conclusão, o arquitecto Ernesto Korrodi
concebeu esta igreja, em 1937, fazendo o aproveitamento da parte já em
construção, dado que o desenho inicial se tinha perdido durante os
muitos anos em que as obras estiveram paradas.
No centro da cidade
existiu uma capela votiva a Santa Luzia, demolida em 1907 para
se proceder à abertura da Avenida 5 de Outubro. A última
festividade realizou-se nesta data por iniciativa da família
Azevedo, sendo nesse dia a imagem transportada para a Igreja
Matriz onde ficou exposta à veneração dos fiéis.[18] |
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O facto de, já em 1910,
as obras se encontrarem paradas, leva-nos a concluir das dificuldades
económicas que os nossos emigrantes sentiram no Brasil na primeira
década do século XX, dado os apelos que então se faziam na imprensa
local à comunidade emigrante.
Em 1908, a imprensa
continua a fazer apelos à filantropia:
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«Comendador José
Pereira de Sousa, natural da freguesia de Cepães, deste concelho e
residente na grande e progressiva cidade fluminense onde é sócio da
importante e florescente casa da firma - Sucena & C.ª. Chegou no dia
8 a Lisboa, seguindo de imediato para Águeda, acompanhado do seu
sócio o Sr.Conde de Sucena.
Á hora que este jornal circula, talvez já tenha chegado ou esteja a
prestes a chegar à sua aldeia natal, o nosso prezado concidadão.
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Depois de visitar Cepães e Fafe, seguirá para Vitell (França) - a
uso das águas medicinais. O Sr. Comendador Pereira de Sousa é um
grande benemérito da sua freguesia.E,
como é um dos portugueses em preponderância no Brasil, também podia
ser um benemérito desta vila. Temos essa importante obra da Igreja
Nova por concluir.
Uma subscrição a valer, no Rio, daria bem para a rematar.
Saudando o valoroso conterrâneo, chamamos a sua atenção para isso.».
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