Fortificações

 

A " terra" de Montelongo possuíu, também, os seus castelos e atalaias de que existem prováveis vestígios em: Quinchães (lugares de Santinho e de Penedo dos Mouros); Moreira do Rei (lugar do Castelo); em Travassós (lugar de Atalaia). Nestas zonas de Entre-Douro-e-Minho; Serafão, Fojo, Monte de Vilarelho e Penedo dos Mouros; Fafe, Freiras, S.Jorge; Fafe, Alto do Castelhão; 

"a maioria das fortificações (desta fase de incastelemento) deve ter sido obra das populações locais que neles se abrigavam em momentos de perigo e para cujo arranjo teriam que contribuir e em que, abrigando muitas "villas" de diversos possuidores, tudo sugere o seu aspecto comunitário e a sua tendência para o "concelhio":

os castelos particulares, se existiram do Entre-Douro-e-Minho, devem ter sido muito raros; já as torres, que se multiplicaram muito com os senhorios, a partir do séc. XII, são, geralmente, particulares (provável exemplo concelhio a torre medieval em S. Gens, Lugar de S. Lourenço, Castelo).

Os documentos referem a existência de várias " villae". Nas épocas tardo-romanas e visigóticas, as "villae" eram explorações agrícolas de grande dimensão, pertença de um determinado proprietário que explorava directamente uma parte através dos seus servos, emprazando as outras.

Mas "na época da reconquista e reorganização do Noroeste português, no séc.IX sobretudo, a palavra " villa" tende cada vez mais a significar um núcleo de população.

 Desde o início, a " villa" aparece dividida em porções, por casais, muito embora toda ela fosse pertença de um só possuidor. Assim grande parte das " villas próprias" já não é rigorosamente unidade de exploração agrícola (...)

A residência longínqua do possuidor, no norte ou noutra localidade - repare-se na extraordinária dispersão dos bens de Mumadona, desde Pontevedra a Aveiro, a facilidade de alcançar terra para arrotear, ganhando, assim, a sua propriedade, o sistema de exploração por meio de unidades familiares de casseiros-colonos numa época que parece ser, na região, de grande acalmia e de bons progressos na população, garantidas pela atracção e chegada de grupos de povoadores vindos vindos de Castela, Galiza, da banda do Minho, da Vascónia e das Astúrias (confronte-se com o caso concelho de "asturãos"  que fundam paróquias-vilas, muitas das quais recebem o seu nome e que podemos datar, na sua maioria, do séc. X, confirmadas, também pela vinda de povoadores de Coimbra (...).

Assim, as " villas" dos séculos IX, X e XI têm em si os gérmenes da ampliação e da fragmentação, devido às possibilidades de aumentarem a " ager" (campo agricultado - confronte-se com as as localides concelhias denominadas " Agrela"), (confronte-se com o caso " villa siluares" doada no séc XI " cum suas ecclesias" ).

 Isto fez com que, nos finais do séc. XI, o número de vilas-paróquias no Minho fosse muito maior que hoje.

Logo no séc. XII, com a reforma gregoriana e com maiores exigências de culto e de prestações, algumas passam a "curatos" ou a capelas ou desaparecem, ficando integradas essas vilas como lugares de paróquias.

Este movimento e integração e reajustamento de freguesias será intenso nos séc. XV-XVI e, ainda, na época do liberalismo" (1)