Acto Fundador

 

 Comissão de  Fafenses fundadores do Hospital de Caridade de Fafe

reunida no dia 8 de Abril de 1858, na cidade do Rio de Janeiro

António Gonçalves Guimarães , Fortunato de Freitas Castro , Bernardo Ribeiro de Freitas, Albino de Oliveira Guimarães, José António Vieira de Castro, Luís António Rebelo de Castro.

O primeiro como Presidente, o segundo como Vice Presidente, o terceiro como Primeiro secretário, o quarto como Segundo Secretário, o quinto como Tesoureiro e o sexto como Procurador. 8 de Abril de 1858, na cidade do Rio de Janeiro

 

 

Comissão fundadores beneméritos, no Rio de Janeiro, para edificar um hospital em Fafe

 

 

No dia 8 de Abril de 1858, na cidade do Rio de Janeiro, um grupo de emigrantes naturais de Fafe reunira, como doadores beneméritos para edificar um Hospital de Caridade na Vila de Fafe, tendo decidido por eleição, nomear para a comissão que representasse os referidos doadores, os senhores:

 

António Gonçalves Guimarães , Fortunato de Freitas Castro , Bernardo Ribeiro de Freitas, Albino de Oliveira Guimarães, José António Vieira de Castro, Luís António Rebelo de Castro.

 

O primeiro como Presidente, o segundo como Vice-Presidente, o terceiro como Primeiro secretário, o quarto como Segundo Secretário, o quinto como Tesoureiro e o sexto como Procurador.

 

Os quais se encarregaram de gerir a importância angariada por subscrição, para dar início à edificação sob as condições seguintes.

 

À comissão competia nomear em Fafe uma outra composta também de quatro membros, pessoas de reconhecida capacidade que se encarregasse da referida edificação conforme o desenho que lhe remeteram e marcando as instruções.

 

A comissão que foi nomeada deveria pedir aos respectivos governos licença para a edificação do hospital, bem como incorporaria uma Irmandade que seguisse o Hospital, quando se achasse pronta para funcionar o qual deveria ser entregue por inventário.

 

A comissão fiscalizadora que será tesoureira teria de recolher os donativos numa conta bancária, em conta corrente especial, toda a quantia que foi entregue e da qual poderá passar recibo assinado e que toda a soma de dinheiro deveria para aplicada na edificação ou património.

 

No caso de morte de qualquer dos membros da comissão, esse deveria ser substituído por aquele que fosse eleito no grupo dos doadores.

 

Finalmente o tesoureiro daria conta mensal ao Presidente do estado da caixa. [1]

 

Uma das condições de execução da acta fundadora do hospital de Fafe determinou que a mesma nomeasse, em Fafe, outra comissão que tinha de proceder à edificação do Hospital os senhores: Doutor Florêncio Ribeiro da Silva, António José Leite Lage, José Florêncio Soares, Miguel António Monteiro de Campos .

 

O primeiro como presidente, o  segundo como Vice - Presidente, o terceiro como secretário e o quarto como tesoureiro, os quais ficavam representantes, na referida edificação, os signatários da subscrição angariadores na cidade do rio de Janeiro, cujos nomes serão registados pelo respectivo secretário para quando concluída aquela parte do hospital nela colocada a lista de todos em lugar para isso destinado. 

 

A parte a edificar seria, em primeiro lugar, a frente geral da edificação, segundo o risco em poder do Sr. José Florêncio Soares e cuja  edificação irá tendo lugar segundo a esmolas que se fossem obtidas.  

 

A comissão, declara julgar dignos os respectivos senhores, confirmam-lhes plenos poderes para a indicada edificação segundo as condições da 1.ª acta [2]

 


 

[1] Fonte: Acta n.º 1, Rio de Janeiro, 8 de Abril de 1858" [Comissão fundação do Hospital de São José de Fafe] (Arquivo privado)

[2] Fonte: Acta n.º 2 da fundação do Hospital de São José de Fafe (Arquivo de família)