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BENTO RODRIGUES DE SOUSA Foi único Barão de Rio Ave. Nasceu em Vairão a 30 de Janeiro de 1852 e morreu em Macieira – Vila do Conde em 20 de Outubro de 1931; filho de Manuel Rodrigues de Sousa e de sua mulher, D. Ana de Azevedo Almeida e Sousa. Emigrou com o irmão José, muito novo para o Brasil e fundou em Pernambuco e Santos importantes casas comerciais. Depois da morte do irmão José Bento Rodrigues, fundador e construtor do Palácio e da quinta, regressa aos 30 anos a Portugal, para se dedicar às lavouras de seus pais. Como herdeiro e proprietário desenvolveu e ampliou a Quinta do Crasto ao ponto de se tornar um dos mais importantes proprietários rurais do Norte do País. Militou no partido progressista e dispôs de grande preponderância politica na vasta região de Vila do Conde, que lhe ficou a dever relevantes serviços. Aderiu à Republica e continuou a servir e defender os interesses do seu concelho com a mesma dedicação. Espírito desempoeirado e dispondo de invulgar senso pratico aliado a excepcionais qualidades de trato e inteligência, foi seguro orientador de grande massa de conterrâneos que procuravam a sua chefia. Casou com D. Albina Ramos Campos Amorim; sendo primogénito Bento de Sousa Amorim que usa o título e que nasceu em Macieira em 1889. O título foi-lhe concedido por decreto de 13 de Dezembro de 1892 por D. Carlos. [in Nobreza de Portugal e do Brasil, coordenado por Afonso Zuquete]
O conjunto de edifícios onde está instalado o Museu Agrícola de Entre Douro e Minho, constituiu o assento da Casa de lavoura do Barão do Rio Ave.
Palácio (1880) Muitas das construções remontam a finais do século passado, construídas quando José Bento Rodrigues de Sousa regressou do Brasil, para onde emigrou e onde granjeou fortuna, para se dedicar à lavoura.
Em 1931 filho Bento de Sousa Amorim herdou a quinta, reformulou o Palácio e reorganizou as produções, passando a exportar o vinho.
Em 1967 o Estado adquiriu a Quinta de S. Bento a seu filho Bento de Sousa Amorim para a Estação Agrária do Porto. Mais tarde foram aqui realizados alguns dos primeiros cursos de empresários agrícolas na região.
Das instalações destaque para o Palácio (1880), espigueiro (1893), Casa da Eira e a cozinha.
Além do Museu Agrícola e do Centro de Formação Profissional de Vairão (DRAEDM) estão aqui instalados:
Estação Regional de Hortofloricultura (DRAEDM).
Fonte: Rui Miguel Almeida Maia (Projecto 1.4.414 - Qualificaçao das Exposiçoes Permanentes do Museu Agricola de Entre Douro e Minho".)
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